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quarta-feira, 20 de março de 2019

Clubes vendem direitos de TV para o exterior

Clubes avaliam que Brasileirão irá se valorizar muito

Os clubes da Série A decidiram vender os direitos televisivos para o exterior para a empresa Sport Promotion/Ecotone. A proposta é pelos próximos 4 anos e gira em torno de 159 milhões de reais por ano (637 milhões por todo o contrato).



Havia uma proposta maior, a do fundo Prudent, que oferecia 230 milhões por ano mas o tempo de contrato (10 anos) foi determinante para os clubes não aceitarem essa proposta. Os dirigentes dos clubes avaliam que a exposição do brasileirão durante os 4 anos de contrato com a Sport Promotion valorizarão o campeonato e, então, conseguirão um contrato melhor que o oferecido pela Prudent.

O valor por clube deve ser pouco superior a 7 milhões por ano mas já é um início e um recurso importante aos cofres já muito combalidos da maioria dos clubes brasileiros.

O contrato ainda não foi assinado mas, segundo o jornalista Rodrigo Mattos, dificilmente haverá alguma reviravolta no caso e o Campeonato Brasileiro será exposto no exterior, valorizando as marcas dos clubes brasileiros e de seus  patrocinadores. 

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

São Paulo e a cartilha do rebaixamento


A crise não parece ter fim no São Paulo. Nesse sábado um empate com sabor de derrota no Morumbi, após estar ganhando por 2 a 0 o time cedeu o empate para a Ponte Preta em 2 a 2 e permanecendo na penúltima colocação do Brasileirão. É bem verdade que os gols foram na genial cobrança de falta do Hernanes e uma falha grotesca do goleiro Aranha, o time não vinha criando muitas chances além disso, mas não sabe segurar resultado quando está na frente, o que era um resultado maravilhoso passou a ser desastroso com a expulsão do Jucilei no pênalti a favor da Ponte, aí saiu o gol e logo depois o empate (podendo até ser pior). Mais um resultado da famosa "cartilha do rebaixamento" que todo clube grande já passou quando acabou sendo rebaixado no final do campeonato.

O que vem salvando o São Paulo é a presença em peso da sua torcida nos jogos no Morumbi, mesmo que os resultados muitas vezes não acontecem, estão apoiando nesse momento difícil e o talento do Hernanes que marcou gols e deu assistências importantes pro time não estar ainda pior na classificação. O técnico Dorival Jr. vem cometendo os mesmos erros de Rogério Ceni que é o da teimosia de manter jogadores que não estão bem no time titular como Rodrigo Caio e Cueva. É bem verdade que o desempenho que o time até melhorou o desempenho ofensivo (muito graças ao Hernanes), mas piorou consideravelmente o desempenho defensivamente, hoje é a terceira pior defesa do campeonato e levando pelo menos um gol há OITO(!) rodadas, o time não sabe jogar retrancado quando necessário e não sabe segurar o placar quando está na frente. Pra falar a verdade é um problema que vem desde Rogério Ceni no começo do ano o time sofria muitos gols para equipes mais fracas no Paulista e nas primeiras fases da Copa do Brasil.

Mas o principal motivo da atual situação do Tricolor Paulista tem nome: O presidente Leco e a diretoria. Trocam o time todo praticamente no meio da temporada, vendem fácil demais os jogadores (principalmente aqueles que tem um bom potencial da base), além de serem omissos nos momentos complicados, não duvido que se o rebaixamento vier eles culpem o técnico e não assumam a responsabilidade. É bem verdade que as más administrações dos presidentes anteriores também tem a sua parcela de culpa, ajudaram o clube a perder o papel de PROTAGONISTA pra ser um COADJUVANTE em 10 anos, desde 2008 o único título do São Paulo foi a Sul-Americana de 2012 e nesse mesmo período viu o seus principais rivais serem protagonistas e acumularem títulos.
Infelizmente o hino nunca fez tanto sentido: "SALVE o tricolor paulista", "As tuas glórias vêm do passado".

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Algumas estatísticas finais do Brasileirão

Top 5 - Melhores Ataques:
1 - Palmeiras (campeão) - 62 gols marcados
2 - Atlético/MG (4º colocado) - 61 gols marcados
3 - Santos (2º colocado) - 59 gols marcados
4 - Flamengo (3º colocado) - 52 gols marcados
5 - Vitória (16º colocado) - 51 gols marcados

Top 5 - Melhores Defesas:
1 - Palmeiras (campeão) e Atlético/PR (6º colocado) - 32 gols sofridos
3 - Santos (2º colocado) e Flamengo (3º colocado) - 35 gols sofridos
5 - São Paulo (10º colocado) - 36 gols sofridos

Pior Ataque:
América/MG (20º colocado) - 23 gols marcados

Pior Defesa:
Santa Cruz (19º colocado) - 69 gols sofridos

Artilheiros:
Willian Pottker (Ponte Preta), Fred (Fluminense e Atlético/MG) e Diego Souza (Sport) - 14 gols marcados

Assistências:
Arrascaeta (Cruzeiro) e Dudu (Palmeiras) - 10 assistências feitas

Mais Cartões Amarelos:
Vitória (16º colocado) - 113 cartões amarelos recebidos

Mais Cartões Vermelhos:
Grêmio (8º colocado) e Cruzeiro (12º colocado) - 5 cartões vermelhos recebidos

Melhor Mandante:
Atlético/PR (6º colocado) - 15 vitórias / 3 empates / 1 derrota - Total: 48 pontos

Pior Mandante:
América/MG (20º colocado) - 6 vitórias / 4 empates / 9 derrotas - Total: 22 pontos

Melhor Visitante:
Palmeiras (campeão) - 10 vitórias / 4 empates / 5 derrotas - Total: 34 pontos

Pior Visitante:
América/MG (20º colocado) - 0 vitória / 4 empates / 15 derrotas - Total: 4 pontos

Gerais:
Jogos - 380 partidas
Gols - 912 gols marcados
Média - 2,40 de gols por partida
Vitória dos Mandantes - 202 (53%)
Vitória dos Visitantes - 83 (22%)
Empates - 95 (25%)
Resultado Típico: 1-0 (em 68 partidas do campeonato)

Fontes: Sites ogol.com.br e centralbrasileirao.com.br



segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Uma maneira espetacular de chegar nos 45 pontos

Nesse último sábado o São Paulo livrou de vez qualquer tipo de ameaça ao rebaixamento. E de que maneira! Uma goleada de 4 a 0 sobre o maior rival! Cueva foi o grande destaque da partida, marcou o primeiro gol em um pênalti de cavadinha e deu três assistências para David Neres, Chavez e Luis Araújo que acertaram perfeitamente as finalizações.
O ano para o Tricolor Paulista foi complicado (o que tem sido uma tendência nessa década), sofreu na primeira fase do Paulista onde foi goleado pelo Audax nas quartas-de-final, chegou na semifinal da Libertadores que foi o grande acontecimento para o clube em 2016, mas aos trancos e barrancos, chegou a perder para o The Strongest dentro do Pacaembu na fase de grupos e na Copa do Brasil foi eliminado pelo Juventude que esse ano jogou a Série C e conseguiu o acesso para a Série B em 2017.
No campeonato brasileiro a maior parte do tempo o São Paulo ficou nessa posição intermediária para baixo na tabela, no primeiro turno com a semi da Libertadores jogou com reservas algumas partidas e depois da eliminação perdeu peças importantes como Ganso e Calleri, aí foi onde aumentou a crise, a torcida chegou a invadir o CT e tudo mais, indignada com alguns jogadores que não pareciam comprometidos como Michel Bastos (esse parece que não fica para 2017) e Wesley. Nessa reta final o Tricolor utilizou bastante a base que teve muito sucesso nos últimos anos com títulos importantes, jogadores como David Neres e Luis Araújo, que entraram bem e ajudaram.
O São Paulo não poderia ter dado um melhor presente para a sua torcida em um ano tão difícil.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Alívio e agonia tricolor

O São Paulo conquistou uma vitória fundamental na luta contra o rebaixamento. O triunfo por 2x1 sobre o Fluminense, em Edson Passos levou o Soberano para 39 pontos e o tricolor ainda tem confrontos contra América-MG e Santa Cruz, em casa, para chegar aos sonhados 45 pontos. No próximo jogo o São Paulo pega a Ponte Preta no Morumbi.

O tricolor fez um primeiro tempo cauteloso, buscando o contra-ataque e só levou perigo de fato ao gol de Julio Cesar quando Gum, sempre ele, saiu jogando errado e Cueva chutou no poste direito. Já no segundo tempo, Ricardo Gomes mudou o time taticamente e aos poucos foi ganhando o meio-campo. Com as mexidas do rival, dominou o setor e o jogo, virando o placar de forma justa.

Já o Fluminense chegou a 3ª derrota seguida e agoniza na briga pela vaga na Libertadores de 2017. O time demonstra claramente que é mal treinado por Levir Culpi, sobretudo o sistema defensivo, e tem sempre como titulares jogadores que têm sido um peso para o restante do time, casos de Gum, Wellington Silva, Cícero e Marcos Junior.

Foto: FoxSports
Na derrota dessa segunda causou revolta em parte da torcida tricolor ver seu único meia criativo servindo de auxiliar de lateral-direito para o péssimo Igor Julião. O resultado foi que o Fluminense não conseguiu criar mais nenhuma situação de gol e foi engolido pelo São Paulo após as mexidas do técnico Levir Culpi.

A torcida tricolor questiona a continuidade do técnico que não consegue dar um padrão tático ao time e ainda vai para as coletivas culpar os jogadores como ocorreu ontem ao dizer que não sabe mais o que fazer, que não consegue encontrar a equipe ideal e que os jogadores não entendem o que ele pede.

Porém, se analisarmos as escalações e as mexidas do treinador, verificaremos que ele tem o time ideal na cabeça pois é sempre o mesmo e as mexidas, salvo as provocadas por lesão, são quase sempre as mesmas. O fato é que Levir Culpi nunca foi um técnico atualizado e com conhecimento tático, jamais conseguiu montar a defesa adequadamente e o resultado é que 70% dos gols que o Fluminense toma são de bola aérea. E isso é falta de treinamento, de posicionamento dos jogadores dentro da área. 

O tricolor carioca volta a campo na próxima segunda-feira contra o Coritiba em Curitiba tentando evitar a 4ª derrota consecutiva.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Timão, campeão com méritos

Apesar dos absurdos erros de arbitragem a favor, o Corinthians foi muito melhor que todos os outros no campeonato brasileiro de 2015

Um título incontestável. Assim pode ser definida a conquista do Corinthians no brasileiro 2015. Um time com pontuação perto do recorde, melhor ataque, melhor defesa, mais vitórias, menos derrotas. Só faltou ter o artilheiro do campeonato que será Ricardo Oliveira, do Santos.

Foto: meutimao.com.br
Há aqueles que dirão que o Corinthians foi beneficiado pela arbitragem. De fato, o Timão teve o apito ao seu lado em partidas como contra o Fluminense e Avaí, por exemplo. Mas, ainda assim, não foi campeão por isso. Foi campeão porque tem um técnico capaz, o melhor disparado do Brasil, que não se acomoda, que estuda, que evolui, que é um líder e sabe gerir sua equipe.

E não foi fácil. O Corinthians perdeu jogadores e todos dávamos o clube como coadjuvante no campeonato. Mas Tite remontou a equipe (nem sequer podemos chamar de cacos) e com bons nomes como Renato Augusto, Jadson, Elias, Gil, Cássio, etc era questão de tempo dar a liga necessária para deslanchar. E deu!

No jogo do título, o Timão até não jogou tão bem. Sofreu o gol, ficou atrás mas é tão superior a todo mundo que empatou o jogo com Vagner Love e só não virou porque não quis, porque o Vasco pediu para que o time aliviasse, já que já era campeão. E foi prudente. Uma derrota do Vasco, com os ânimos acirrados nas arquibancadas pelo pior dirigente da história do Vasco da Gama, a festa poderia virar uma tragédia. Campeão até nisso o Timão.

Parabéns, Corinthians! Se iguala ao São Paulo e só atrás de Palmeiras e Santos em número de títulos brasileiros. Parabéns, Fiel! Quando deixam de invadir CT, quando lotam o Itaquerão, quando cantam os 90 minutos provocam o crescimento da equipe dentro de campo. 

Um campeão inquestionável.

domingo, 4 de outubro de 2015

G4 é logo ali.

G4 é logo ali.


Ao entrar em campo o Flamengo demonstrava que algo seria diferente no dia de hoje. Com seu segundo uniforme mesmo jogando em casa, a postura não poderia ser outra num jogo contra o lanterna do Brasileirão.
A torcida mesmo antes de iniciar o jogo já mandava seu recado: QUEREMOS RAÇA!!!!

E foi isso que se viu do início ao fim do jogo.
O Flamengo pressionou tanto que em inúmeros momentos a única coisa que restava ao JEC era ficar na defensiva, com TODOS os seus jogadores atrás da linha de meio campo. 

Entretanto o Flamengo não aproveitava sua superiodade em campo e perdia gol atrás de gol. César Martins, o melhor em campo, atuou diversas vezes como homem surpresa e além de finalizar, colocou até uma bola na trave com estilo de atacante nato, também deu belos passes. 

O mesmo poderia se dizer da entrega de Allan Patrick, o maior finalizador do Flamengo no jogo, que chegava com extrema facilidade arrematando de todas as formas possíveis.

Mas ao fim do primeiro tempo duas sensações eram nítidas, ou o Flamengo vai fazer a qualquer momento, ou esta bola não entrará hoje.

A torcida seguiu apoiando o time na volta do segundo tempo com gritos do tipo:" A copa do Brasil já tenho 3, o Brasileirão já tenho 6, Lembrar você sou campeão mundial..."
E parece que o time entendeu o recado e manteve a pegada do primeiro tempo. 
Então em  uma falta sofrida pelo então capitão Guerrero na entrada da grande área, Ayrton cobrou com precisão a lá Zico, no angulo sem chances para Agenor, que até se esticou, mas não lhe restava mais nada. Festa na favela, 1 a 0 Mengão.

O JEC até tentou sair mais para o ataque, mas de forma muito atabalhoada, abria mais e mais espaços para o Flamengo sair em velocidade. 
E foi numa destas investidas que o zagueiro do JEC se machucou e teve que sair, o JEC já havia feito as três substituições.

Após o atendimento do zagueiro do JEC, Gabriel, que acabara de entrar no lugar de Paulinho, recebeu uma bola após cobrança de falta, matou no peito (meio no braço) e finalizou por cobertura. Não restava mais nada ao JEC. E ao Flamengo restava apenas administrar o resultado, mais do que obrigatório e acima de tudo, muito justo.

Em manhã de festa, 58 mil torcedores, finalmente, foram para casa felizes sem a costumeira indigestão pós jogo.

E o Mengão volta a se aproximar do G4.

Até a próxima batalha, saudações Rubro-Negras.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Prof. Ipiranga, RG51 e Ciço Molenga garantem derrota do Flu

Técnico escala mal, mexe pior e Fluminense perde para o Galo em pleno Maracanã

Desde a contratação de RG51 e Ciço Molenga, o Fluminense perdeu 6 de 8 jogos pelo campeonato brasileiro. Ontem, o beneficiado da vez foi o Atlético-MG e o tricolor jogou fora as últimas esperanças de título.

O cenário já não era dos mais bonitos: estádio vazio, ausência do Transão, do Cristiano Osvaldo e a presença do Prof. Ipiranga na beira do campo. 



Durante o jogo, o que não era bom, ficou terrível. O Prof. Ipiranga conseguiu tirar o zagueiro improvisado de lateral-esquerdo e improvisar o único meia veloz de lateral-esquerdo. Pior, colocou o Rei de Roma que é mais lento que internet 3G no Brasil. Ficou com Rei de Roma, RG51 e iço Molenga andando em campo. Não satisfeito, o Prof. Ipiranga sacou o lento RG51 e colocou o Soshuto Dibiko, ex-jogador clone de pastor e inútil desde sempre. Pra fechar, a cereja do bolo. Jogo 1x1 e ele saca o lateral direito, coloca um meia e desloca o volante de contenção para a lateral.

A punição veio a jato! No primeiro lance sem Pelédson na proteção a zaga, gol do Atlético, derrota do Fluminense e fim do sonho do penta. 

Agora, para a torcida tricolor, é torcer por 5 vitórias que levarão o time a 48 pontos e a tranquilidade para esperar 2016.

sábado, 1 de agosto de 2015

A salvação do futebol brasileiro e o fim dos estauais

Torneios estaduais provocam desemprego após 15 jogos

Na noite de ontem, na Espn Brasil, houve um debate acalorado entre os jornalistas Paulo Calçade e Antero Greco sobre a estrutura do futebol brasileiro. Cada um com suas idéias, argumentos e razões. Ambos estavam certos nas suas assertivas. Calçade ao afirmar que esse modelo está podre e Antero na preocupação com a tradição dos pequenos clubes. Na verdade, ambos falavam a mesma coisa mas de maneira diferente.

A primeira questão é a existência dos estaduais. Antigamente eram os campeonatos mais importantes do país mas, com o tempo, foram perdendo importância e, hoje, são pesos mortos no calendário dos clubes. Não vale sequer o argumento de que esses torneios mantém os pequenos. Ele, o argumento, é mentirosos pois os estaduais matam os clubes pequenos que é o que vemos por aí. Por onde andam  São Cristóvão, o Olaria, o Goytacaz, o Campo Grande, o XV de Jaú, por exemplo?



Os estaduais servem apenas como manutenção de poder pelas federações. Jogos deficitários, sem público, sem iluminação e muitas vezes até sem grama fazem parte do show de horrores de torneios que sequer prezam pela credibilidade, vide o Euricão 2015. Ao fim dos torneios, mais da metade dos clubes simplesmente para de existir, demite todo o departamento de futebol e espera o próximo ano. Esse modelo assassinou os pequenos clubes do Brasil. Assassinou inclusive um campeão brasileiro, o Guarani.

Mas acabar com os estaduais simplesmente não resolve pois isso oficializaria o fim dos pequenos e o desemprego de 20 mil pessoas entre jogadores, comissão técnica, roupeiros, aparadores de grama, etc. Transformar esses torneios em uma série E, regionalizada, jogando o ano todo faria com que esses clubes se mantivessem o ano inteiro em atividade é uma solução atrativa. Além disso, a Copa do Brasil poderia ser disputada por todos, durante o ano inteiro com os clubes das séries A e B entrando nas fases mais avançadas.

Mas, será que isso interessa? A Globo, proprietária do futebol no Brasil já demonstra que não está interessada no fortalecimento do futebol. Pensa apenas em fortalecer Flamengo e Corinthians para salvar sua audiência, cada vez menor.Há um projeto de lei na Câmara que obriga a divisão justa da verba de TV, com 50% igual para todos, 25% por audiência e 25% por colocação no campeonato anterior. Como seria bom se a Câmara dos Deputados fosse uma casa séria!

O fato é que é necessário mudar a estrutura do futebol e isso é o mais difícil pois o poder político no futebol está aliado ao poder financeiro e o dinheiro rola solto, inclusive em forma de mesada que a CBF paga a federações. A MP671 avançou em vários pontos mas ainda não conseguiu demolir essa forma de poder. É um caminho longo, árduo, mas que precisa ser trilhado para que clubes tradicionais como Guarani, Portuguesa, América-RJ, Bangu, Ferroviário, entre outros não agonizem.

sexta-feira, 31 de julho de 2015

Há 30 anos, Coritiba conquistava o Brasil

30 anos da final mais inesperada da história do futebol brasileiro


Naquela noite de 31 de julho de 1985, o Maracanã, tão acostumado a grandes finais, a grandes Fla x Flus, teve uma grande e inusitada final. Bangu e Coritiba decidiam o brasileiro daquele ano.

No final das cobranças de pênaltis, o Coxa garantiu o caneco num Maraca lotado de torcedores do Bangu, Fluminense, Flamengo, Vasco, Botafogo, América e, claro, Coritiba. Eram 91257 pessoas no então maior do mundo.

Romualdo Arpi Filho apitou o jogo.

Escalações


Bangu: Gilmar, Márcio, Jair, Oliveira e Baby; Israel, Lulinha, depois Gílson e Mário; Marinho, João Cláudio, depois Pingo, e Ado. Técnico: Moisés.

Coritiba: Rafael, André, Gomes, Heraldo e Dida; Almir, depois Vavá, Marildo, depois Marco Aurélio, e Tóbi; Lela, Índio e Édson. Técnico: Ênio Andrade

Para a torcida do Coxa rever esse momento histórico, segue o jogo completo.

Parabéns, Coritiba!




terça-feira, 5 de maio de 2015

Vai começar a temporada do futebol brasileiro

Vai começar a festa

Depois de 2 meses de trevas, o futebol brasileiro finalmente vai ter ... futebol! A temporada começa no sábado com 3 jogos: Palmeiras x Atlético-MG, Chapecoense x Coritiba e Fluminense x Joinvile. No domingo, mais 7 partidas fecham a primeira rodada do campeonato brasileiro 2015. Destaque para os clássicos São Paulo x Flamengo e Cruzeiro x Corinthians.

Cruzeiro na luta pelo tri


Não há um favorito destacado mas vários candidatos ao título. Corinthians, Atlético-MG e Internacional estão levemente acima. Logo após, Cruzeiro e São Paulo. Os 5 estão disputando a Libertadores e possivelmente usarão times alternativos na primeira rodada (entre o jogo de ida e o de volta das oitavas do torneio continental). Esperando uma brecha para surpreender e, a princípio brigando por Libertadores, estão Santos, Palmeiras, Flamengo e Fluminense. Mais abaixo, Grêmio e Atlético-PR. No limbo ou brigando para não cair estão as outras equipes, incluindo o campeão dos pênaltis impossíveis: Vasco.

Calendário inimigo


O ponto negativo do futebol brasileiro é o calendário absurdo que privilegia torneios inúteis e de baixa credibilidade nos primeiros 2 meses e meio do ano. Assim, a seleção brasileira desfalcará Corinthians, Grêmio e Santos (além do Botafogo na segundona) por 7 partidas, caso chegue a final da Copa América do Chile. Pelo visto 7x1 foi pouco.

Apesar dos pesares, tem tudo para ser um campeonato equilibrado sem nenhuma equipe abrindo muita vantagem como ocorreu nos dois últimos anos com o Cruzeiro. Aliás, o bi-campeão se enfraqueceu e terá muitas dificuldades para conseguir o tão sonhado tri.

O campeonato de 2015 será também o primeiro com as Arenas durante todo o certame. Certeza de aumento de média de público. E ótima oportunidade para os clubes aumentarem receitas com bilheteria. Esperemos que a torcida não torne comum a vergonha que aconteceu no Castelão na final do cearensezinho.

Fred busca o TRI da artilharia


Entre os candidatos a artilheiro, destaque para o atual artilheiro do brasileirão (e do carioquinha também) Fred, do Fluminense. Mas Lucas Pratto e Paolo Guerrero (se resolver suas pendengas com o Timão) podem destronar o capitão tricolor.