terça-feira, 21 de novembro de 2017

Esquizofrenia Tricolor

Não pertenço a nenhuma corrente política do clube, não ganho nada para defender projetos do clube, faço por amor a essa instituição que minha filha, quando pequena, chamava de irmão. Mas desanima ver tanto ódio disseminado e pessoas comuns reproduzindo nas redes e no estádio.

Ninguém é obrigado a gostar de A ou B. Uma oposição séria, propositiva, que mire o FLUMINENSE acima de tudo é fundamental. Mas quando vejo torcedores que se dizem tricolores defendendo a irresponsabilidade de gestão, com a arrogância dos tolos e com discurso de ódio é muito triste.

Chegamos aos 434 milhões de dívida graças a gestões irresponsáveis. Entre 2004 e 2012 nossa dívida aumentou em 330 milhões. Fischel (em 2004), Horcades (2005 a 2010) foram os principais responsáveis ao lado de Celso Barros (cada salário milionário onerava o FLU em pelo menos 20%)


Quando parecia administrável, em 2015, Peter dá carta branca a Mário Bittencourt e temos um retorno de endividamento, piora no fluxo de caixa, péssimas contratações com contratos longos e salários nababescos e chegamos ao déficit de caixa de 75 milhões desse ano. Wellington Paulista, Giovani, Antonio Carlos, Ronaldinho Gaúcho, Osvaldo, João Felipe, Guilherme Santos entre outros incharam a folha de pagamento do Fluminense.

Em 2016, Peter deu mais um soco no estômago da sustentabilidade do FLU ao contratar mais uma pá de jogadores de qualidade pra lá de duvidosa. Marquinho, por exemplo, ganha muito e joga muito pouco.

Há motivos para ter bronca da Flusócio? Há! Por causa do final do mandato do Peter. Mas essa bronca não pode ser por estar fazendo a coisa certa agora, visando ao futuro do FLU. É preciso ser responsável, gastar menos que arrecada e não comprometer o futuro.

Só há uma saída que é reduzir despesas e aumentar receita. E o aumento de receita passa por novos patrocínios e parcerias e a torcida abraçando o clube, indo aos jogos, se associando. Tendo prejuízo de 500 mil em 2 jogos (Coxa e Ponte) complica (e muito). Vá aos jogos, se associe e assim estará se unindo ao Fluminense e permitindo que a diretoria volte a poder investir no futebol.

O Campeonato ainda não acabou, tricolor

Vitória contra a Ponte Preta livrou o FLU do pior. Mas ainda há o que conqusitar.


A boa vitória diante da Ponte Preta nessa segunda no Maracanã nos livrou do estresse do risco de rebaixamento. Mas quem pensa que o campeonato acabou para o Fluminense está muito enganado. O clube ainda tem coisas a conquistar nesse campeonato.



Em primeiro lugar, buscar a melhor colocação possível pois isso trará uma premiação maior. Na atual situação financeira do clube qualquer milhão a mais faz uma enorme diferença. Duas vitórias podem nos levar até a 8a posição com uma combinação maluca de resultados. Mas, considerando resultados mais factíveis, podemos sair da 14a para a 10a posição e, assim, ganhar mais 600 mil de premiação.



Pensando em 2018, duas vitórias nos levarão de volta a Sulamericana e, assim, também garantir mais receita para um ano que será menos difícil que 2017 mas ainda não será fácil. Além, claro, da possibilidade de uma conquista internacional, o que sempre dá prestígio.

Sábado, às 17h temos o desesperado Sport no Maracanã. Não tenho nenhuma esperança que a torcida compareça com mais de 7 ou 8 mil pessoas. Mas que o time entre com vontade para vencer e ajudar o FLU a se classificar para o torneio continental e que os 7 ou 8 mil que comparecerem ao Coliseu Tricolor o façam com o único intuito de torcer pelo time de tantas tradições e não com a motivação da politicagem fora de hora (se é que há hora para má política e discurso de ódio).

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Segunda todos os caminhos levarão ao Maracanã

Só o que sentimos justifica o que fazemos


A torcida do Fluminense já foi exemplo de festa não só em brigas por títulos como também em lutas para não contra o rebaixamento. Quem não se lembra do mosaico e dos 65mil tricolores contra o Palmeiras em 2009? Estávamos quase rebaixados e fomos lá, lotamos o Maraca, fizemos uma festa linda, empurramos o time e vencemos por 1x0.



Pois é chegada a hora de refazermos essa história, de enchermos o Maracanã na segunda feira e empurrarmos o FLUMINENSE para a vitória que nos dará tranquilidade nesse final de 2017 e para preparar 2018. Vencer a Ponte Preta é o que falta para que possamos dormir tranquilos.



É verdade que a temporada é patética, que o trabalho do Abel é pra lá de medíocre, que há erros de todos, inclusive da torcida. Mas, nesse momento, o que tem que falar mais alto é o amor pelo FLUMINENSE. Não é hora de fazer como um certo jornalista (não vou citar nome e nem veículo para não fazer propaganda) que incitou a violência contra membros do principal grupo da situação. É hora, isso sim, de lotar o Maracanã, sair de lá sem voz e beber uma cerveja (ou um refrigerante para quem não curte uma cevada) de alívio pela meta mais rasteira ter sido cumprida.



A diretoria fez a sua parte. Reduziu ainda mais o preço dos ingressos. A inteira custará R$ 20,00 e a meia R$ 10,00. Não há, assim, nenhuma desculpa para não dar a cota de incentivo derradeira em 2017. A não ser os tricolores que trabalham ou têm algum impeditivo financeiro nesses tempos de crise, fruto do golpe.



O jogo será às 17h de um feriado. Se for viajar, porque não voltar mais cedo para apoiar o nosso amor? Por que ficar no sofá reclamando em rede social? Por que não demonstrar o amor pelo clube de tanta tradição? Retire a camisa tricolor do armário, envergue a armadura com orgulho e reverência pois esse clube é a glória em estado puro.



Segunda feira não poderá haver grupo político, situação, oposição, organizadas rivais, gritos dissonantes. Segunda feira só terá espaço para o amor ao FLUMINENSE. Crianças, jovens, adultos, idosos têm a missão de levar nosso time, nosso clube, a vitória. 



E, para isso, todos os caminhos têm que nos levar ao Maracanã.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Os 7 erros (principais) de Abel Braga

Derrota para o Cruzeiro expôs, mais uma vez, o péssimo trabalho realizado por Abel Braga


Os erros são os mesmos, 11° mês de trabalho e não foram corrigidos. Parte da torcida ainda compra a ideia equivocada de que o elenco é ruim e Abel faz milagre. Quer saber? Faz milagre mesmo que é o de deixar o bom elenco do Fluminense brigando contra o rebaixamento até o final do campeonato.

A situação em relação ao rebaixamento está razoavelmente tranquila. São 7 pontos que nos separam da zona da degola e a julgar pelo desempenho dos 4 últimos, a linha de corte deve ficar entre 42 e 43 pontos que é a pontuação do Fluminense no momento, faltando 4 jogos.

Se já dá para ficar razoavelmente tranquilo com relação ao final de 2017, não é possível ficar para 2018. Os problemas financeiros, embora um pouco menores, continuarão e o pior: Abel deve permanecer no cargo para o ano que vem.

Não bastaram todos os erros cometidos pelo pseudo técnico em 2017. A diretoria do FLUMINENSE ainda acredita em seu trabalho. E os erros foram muitos.

1 - Marcação da bola alta - O Fluminense de Abel Braga marca a bola. Zagueiros, volantes e o centro-avante olham apenas a bola e não a movimentação dos atacantes adversários nas bolas cruzadas na nossa área. Erros de posicionamento escandalosos denunciam falta de treino de qualidade.

2 - Com 2 ou 3 volantes, a zaga está sempre exposta - Não importa quantos volantes Abel escale. A zaga fica sempre na podre quando o adversário ataca, como aconteceu ontem no 1° gol do Cruzeiro. O time quase nunca forma a segunda linha e a última linha sempre afunda para dentro de nossa área, trazendo o ataque adversário para perto do nosso gol.

3 - Abel não abre mão de jogar com um homem na referência do ataque (e não sabe). Mas não trabalha nos treinos para que os milhares de cruzamentos na área adversária sejam feitos do fundo (como foi o do Lucas para o gol do Henrique Dourado, contra o Coritiba). Sai sempre um chuveirinho da intermediária ou do bico da área pegando sempre o centro-avante de costas pro gol.

4 - Wendel é VOLANTE. Abel diz sempre que o time não muda com a saída do Sornoza e entrada do Wendel. Abel ainda não entendeu que Wendel não tem as características de um meia e, sempre que o coloca como 3° homem, queima o garoto pois não é sua posição.

5 - Scarpa NÃO é ponta-direita! Abel insiste em abrir o Scarpa pela direita para que ele entre em diagonal. Mas Scarpa é meia e deve criar as jogadas. Assim, deve ter liberdade para buscar os espaços para o chute ou para o passe. E quando Abel coloca 2112 atacantes, não adianta colocar o Scarpa entre os zagueiros pois ele não vai conseguir armar as jogadas necessárias, só vai dar chutão pra área.

6 - Até quando Abel vai insistir com lateral cobrado direto para área. Já levamos 2 gols com o adversário mas não fizemos nenhum. Por que? Ora, porque é uma jogada a esmo, não trabalhada pelo time nos treinamentos. Não há uma movimentação dentro da área para que essa jogada pífia dê resultado alguma vez na vida. Os zagueiros vão para a área e esperam a bola chegar e invariavelmente ela não chega.

7 - Ah! As substituições! É inacreditável a capacidade do Abel de piorar o que já não está bom. Se antes do jogo há o desespero da escalação, durante o jogo o desespero da torcida é quando ele resolve mexer. São sempre as mesmas mexidas. Se tá ganhando, recua com mais um volante. Se não está, coloca Matheus Alessandro e/ou Wellington Silva. Será que é tão difícil assim surpreender o adversário?

Abaixo relaciono com figuras vários erros de posicionamento do time que resultaram em gols do adversário.

Erro de posicionamento

Erro de posicionamento

Richarlison tenta desesperadamente cobrir Leo. Zaga marca a bola

Erro de posicionamento

E dá-lhe o time marcando a bola e erro de posicionamento.