domingo, 23 de abril de 2017

FLU vence Vasco e FERJ e vai a final

O que se viu ontem no Maracanã foi um duelo de um time com talento, com opções, com vontade, bem armado em campo contra um time violento, que não para de reclamar e tentar intimidar o adversário certo de que contará com a complacência da arbitragem.

Foto: ESPN
E na semi-final desse campeonato carioca xinfrim, foi exatamente o que se viu. Uma arbitragem completamente parcial, onde TODOS os erros foram contra o Fluminense. E foram muitos erros. Tantos que qualquer pessoa honesta coloca em dúvida a lisura do campeonato.

O festival de prejuízo da arbitragem ao Flu começou com a cotovelada de Luis Fabiano em Henrique que foi "punida" com um papinho, quem sabe um convite para um chopp depois do jogo. Seguiu com um impedimento de Lucas na cara do bandeira marcado de maneira absurda. Ainda no primeiro tempo, Wellington Silva entrou rabiscando na área e foi derrubado por Douglas na cara do árbitro que mandou seguir.

No segundo tempo mais 2 erros absurdos da arbitragem contra o Fluminense. No primeiro, Jean, que já tinha cartão amarelo, deu sem bola no Sornoza, mais uma vez, na cara do juiz que nada fez. Na sequência, 5 jogadores do Vasco em impedimento e a arbitragem mandou o jogo seguir. Cavalieri salvou o Fluminense.

Todos temos o direito de errar mas quando todos os erros são contra um lado só, é de se desconfiar.

No jogo, o primeiro tempo teve chances para os 2 lados. O Vasco perdeu com Gilberto, Nenê e Luis Fabiano (todas em falhas da zaga tricolor). Já o Fluminense perdeu chances com Wellington Silva, Pedro e Richarlison.

No segundo tempo o Fluminense dominou inteiramente o jogo. Fez rapidamente 2 gols, Douglas foi expulso após agredir Wellington Silva, E tocou a bola administrando o resultado até ampliá-lo com Leo. 

Uma vitória maiúscula sobre o Vasco dos fanfarrões Eurico Miranda e Rodrigo e sobre a FERJ, inimiga do Fluminense e do futebol carioca.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

O que Rodrigo Caio fez de errado?

Toda segunda feira, nas resenhas esportivas, deveriam ser debatidos os resultados dos jogos do fim de semana e as suas nuances. Deveríamos assistir debates sobre as alternativas táticas, atuações, justiça (se é que ela existe no futebol), etc. Pois é. Deveríamos. Mas o que acontece é, rodada após rodada, termos debates sobre arbitragens, briga de bandidos infiltrados (ou até mesmo dirigentes) em torcidas organizadas, etc.

Foto: ESPN
Mas o que se viu nessa segunda-feira, 17 de abril de 2017, é o mais puro retrato do que é o Brasil de hoje: um país de desonestos. O principal debate foi a atitude do bom zagueiro do São Paulo, Rodrigo Caio. 

Quem não viu o lance, explico. Em um lance na área do São Paulo, o goleiro Dênis foi atingido. O árbitro deu cartão amarelo a Jô pela falta e Rodrigo Caio foi até o árbitro dizendo que o pé dele tocara o goleiro de seu time. O árbitro, então, anulou o cartão anteriormente dado ao atacante corinthiano. Nas entrevistas após o jogo (vencido pelo Corinthians por 2x0) o técnico são-paulino, Rogério Ceni, ironizou o fair play e, hoje, em coletiva o zagueiro Maicon disse uma frase para entrar para a história do futebol (de maneira negativa, claro): "Prefiro ver a mãe do meu adversário chorar do que a minha".

E não é que a imprensa esportiva resolveu discutir a atitude HONESTA do Rodrigo? E não é que sua atitude foi rotulada de Infantil, ingênua, inútil, etc? E não é que o perfil de uma emissora de TV no Twitter perguntou se Rodrigo Caio era Herói ou Vilão? Tudo isso aconteceu em diversas emissoras. Por sorte, e para manter a esperança na humanidade, também houve quem tenha aplaudido (ainda que a honestidade devesse ser natural) e que defenda que outros jogadores, técnicos e dirigentes possam começar a ter o mesmo tipo de atitude.

No país de desonestos que é o Brasil, a imprensa esportiva deu sua contribuição nefasta. Fosse o Brasil um país honesto, a atitude do Rodrigo Caio seria mostrada nas escolinhas de futebol de todos os clubes como exemplo a ser seguido. Mas, ao questioná-la, ironizá-la e defender que futebol é outra coisa diferente da sociedade, vários cronistas esportivos ajudaram a reproduzir os maus exemplos que vemos todos os dias.

Devem estar acostumados a desonestidade diária do futebol. O Rodrigo Caio não. Eu também não.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

4 sandices de Abel

O Fluminense causou uma impressão muito boa no início de temporada com um futebol vistoso, a conquista da Taça Guanabara e os avanços na Copa do Brasil. Atribuímos a chegada de Abel Braga ao tricolor. O técnico chegou com discurso de que nunca estudara tanto e é tido como o único dos técnicos da velha guarda (tem 64 anos) a estar trabalhando e bem.

Foto: SRZD
Mas o que se viu nos dois últimos jogos do Fluminense foi o velho Abel: teimoso, com ideia fixa e com nenhum planejamento. O jogo inútil contra o Botafogo e o decisivo e valioso contra o Goiás, pela Copa do Brasil, foram duas das piores partidas da equipe no ano e os erros do técnico se sucederam.

1 - Escalação do Orejuela contra o Botafogo - O jogador equatoriano tinha se apresentado pela seleção de seu país e, de maneira inacreditável, foi para o jogo que não valia absolutamente nada, correndo o risco de lesão. Dizem que foi um castigo ao atleta que estava com a cabeça na Europa. Mas arroubos de autoridade podem prejudicar o clube.

2 - Colocar o Richarlison em campo contra o Botafogo - O jogo inútil do inútil campeonato carioca já estava 3x0 para o Botafogo e o Fluminense precisava fazer 4 gols em pouco tempo para fazer o outro jogo inútil da inútil Taça Rio. E, numa sandice sem fim, Abel colocou em campo Richarlison e Sornoza. Para que? Por que? Acho que nem ele mesmo sabe! Richarlison marcou de pênalti mas se lesionou e desfalcou o time contra o Goiás no jogo que realmente valia alguma coisa.

3 - Escalação do Marcos Junior contra o Goiás - Com lesão do Richarlison (provocada pela sandice n° 2), Abel escolheu o dublê de jogador Marcos Junior. E por que? Porque Abel tem uma dificuldade imensa de criar alternativas táticas, variações de acordo com a necessidade. Nos estudos que disse ter feito, aprendeu que tem obrigatoriamente que jogar com 3 atacantes. Ainda assim, deveria ter entrado com o Calazans que ajudaria o fraco Leo na marcação e seria opção pela esquerda. Alguns dirão: mas ele fez o gol! E responderei: é verdade. Mas Marcos Junior embola o meio, atrapalha as ações ofensivas e erra passes em demasia.

4 - A saída de Sornoza - Tudo começa (como em muitos gols que o tricolor leva) no ataque do Fluminense. Renato Chaves estava fora de campo pois tinha sangue em sua camisa e Henrique estava na área tentando a bola aérea. O Goiás retomou a bola e, como sempre, a nossa recomposição foi lenta. Quando a bola foi lançada para o atacante goiano, Henrique estava de volante, Orejuela e Leo de zagueiros e Marcos Junior de lateral esquerdo. Resultado: Cavalieri saiu da área derrubou o atacante do Goiás e foi justamente expulso. Nesse momento, qualquer técnico inteligente pensaria em tirar um dos 3 atacantes, até mesmo o Pedro que entrara no lugar do lesionado Henrique Dourado. Mas não o teimoso e "estudado" Abel. Ele tirou Sornoza de campo e simplesmente acabou com o meio-campo e com a possibilidade do Fluminense manter a posse de bola, importante pois o Flu vencia por 1x0.

Nunca discuti a pessoa Abel Braga. Não o conheço pessoalmente mas me parece um cara bacana. Mas o técnico Abel não me agrada. Nunca me agradou. Em 2005 insistia com Tiuí, Beto, Leo Guerra, etc. Em 2012, todo jogo entrava o Diguinho e os fins de jogos se transformavam em dramas. Perdeu brasileiro pro Bahia, Copa do Brasil para Paulista e Santo André e tomou um calor do Volta Redonda, com Tulio no ataque, no carioca de 2005. Em 2017 vejo que não mudou nada, não aprendeu nada.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

FLU vence Liverpool e decide vaga na Bariri uruguaia (veja)

A vitória por 2x0 sobre o Liverpool do Uruguai, no retorno ao Maracanã, deu boa vantagem ao tricolor na luta pela classificação para a próxima fase da Sul-americana. Mas poderia ter sido ainda melhor.


O time de Abel Braga partiu pra cima do adversário desde o primeiro minuto com o esquema já conhecido por todos os tricolores: Richarlison e Wellington Silva abertos pelos lados, Henrique Dourado centralizado e Sornoza fazendo a criação de jogadas e fazendo o jogo girar.

Com a bola nos pés, o Fluminense joga num 4-3-3 autêntico. Sem ela, por vezes, enxergamos um 4-1-4-1 com Orejuela entre as linhas, Wellington e Richarlison recompondo (e ficando extenuados por isso). Aliás, por falar em recomposição, ontem, em vários momentos, esse foi um problema. A volta era lenta e os zagueiros ficaram no "mano" com os atacantes do time uruguaio umas 3 ou 4 vezes.

O destaque absoluto ontem foi o menino Wendel. Garoto que sequer consegue disfarçar o desconforto com câmera e microfone e mal consegue concatenar as palavras em entrevistas. Mas, dentro de campo, parece um jogador experiente que conhece os atalhos para marcar bem e apoiar com eficiência. Um monstro em campo. Provavelmente se tornará titular do meio-campo tricolor no lugar do bom Douglas.

Os gols não tardaram a vir. No primeiro, Wellington Silva fez grande jogada pela direita e cruzou. Henrique Dourado, bem no estilo Ceifador, esticou a perna e tocou no canto direito do goleiro. No segundo, a bola veio da esquerda, Renato Chaves subiu com o zagueiro, a bola foi para Dourado e sobrou para Richarlison. O menino de 10 milhões de reais deu um voleio e, tal e qual pimball, a bola bateu em 2 defensores antes de entrar mansamente.


Tudo apontava para uma goleada tricolor nos moldes da estreia da Libertadores em 2008 contra o Arsenal (6x0). Mas o Fluminense abusou dos cruzamentos na área (43) e de errar finalizações (chutou 25 vezes mas só 5 no alvo). Um placar mais alto e a classificação estaria garantida no primeiro jogo. Mas a vantagem é boa e apesar da violência do time uruguaio, ela deverá vir no próximo jogo dia 10 de maio.no Estádio Belvedere, uma espécie de Rua bariri platina.

Domingo o Fluminense enfrentará o Botafogo pela inútil semi-final da inútil Taça Rio, segundo turno do inútil Campeonato Carioca. Abel deve levar a campo o mesmo time que enfrentou e empatou com o Flamengo em Cariacica. Afinal, na próxima quinta-feira o tricolor enfrentará o Goiás pela Copa do Brasil, no Serra Dourada.