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segunda-feira, 6 de julho de 2015

O que os dirigentes da CBF têm na cabeça?

Que o futebol brasileiro é muito mal dirigido todos nós sabemos. Que a seleção brasileira deixou de ser brasileira para ser de empresários, também já sabemos. Que Dunga não tem a menor condição de dirigir a seleção, muitos já sabemos. O que nos surpreende a cada dia é a capacidade dos dirigentes da CBF em serem medíocres.



Criaram uma comissão de treinadores com um nome pomposo para discutir o desenvolvimento do futebol brasileiro. Até aí poderia ser uma boa medida. Mas a cada nome citado, podemos associar alguma vergonha com a seleção. Em alguns casos, é inacreditável que possam colaborar em algo.

Seguem os vexames ou fiascos e seus protagonistas que, hoje, discutem o desenvolvimento do futebol:

Zagallo - Auxiliar Técnico na vexatória campanha de 2006.
Parreira - Derrota na Copa América em casa para o Uruguai em 83. Técnico na vexatória campanha de 2006. Auxiliar Técnico no maior vexame da seleção, em 2014. Leitura da suposta carta de uma suposta D. Lucia, em 2014.
Lazaroni - Discurso que ninguém, nem ele mesmo, entende. Campanha medíocre na Copa do Mundo de 1990.
Falcão - Técnico sem títulos expressivos. Dirigiu a seleção em 91 por 17 jogos, com 6 vitórias, 7 empates e 4 derrotas.
Ernesto Paulo - Tinha um bom time nas mãos (Cafu, Roberto Carlos, Marcio Santos, Marcelinho Carioca, Denner, etc) em 92 no pré-olímpico e não se classificou para os Jogos de Barcelona. Dirigiu a seleção principal por 1 jogo, perdendo para o "poderoso" País de Gales.
Candinho - Auxiliar de Luxemburgo na desastrosa campanha das Olimpíadas de Sidney (2000). Seu único título foi conquistado pelo Moleque Travesso, o Juventus da Rua Javari, em 1983. Foi a Taça de Prata, então Série B do brasileiro.
Carlos Alberto Silva - Técnico da seleção em 87-88, seu grande feito foi tomar de 4x0 do Chile, em Santiago.

Notem que TODOS estão ou aposentados ou desempregados. Esse tal de Conselho para Desenvolvimento Estratégico do Futebol Brasileiro tá pintando como uma grande furada para o futebol brasileiro.



É fundamental tirar o futebol da CBF porque o 7x1 foi pouco, muito pouco perto do que está por vir com essa gestão.

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Quando a Seleção era brasileira e não de empresários

Eliminação para Paraguai expõe a destruição da seleção como símbolo do país

Hoje, 29 de junho, completam-se 57 anos da primeira conquista da seleção brasileira em Copas do Mundo. A vitória por 5x2 sobre a Suécia no extinto estádio Raasunda, fechava as cicatrizes da derrota de 1950 e mostrava ao mundo uma máquina de jogar futebol. Com craques como Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Didi, entre outros, a seleção brasileira foi impecável.

Não existiam na época a enxurrada de empresários, os jogadores assinavam seus próprios contratos, sem ficarem devendo percentuais de seus vencimentos. Hoje, a seleção que não encanta, que não nos representa, tem empresários de jogadores como abutres querendo a convocação de seus produtos, empresários que faturam dezenas de milhões com jogos do time amarelo longe da torcida brasileira.



O fiasco contra o Paraguai, somado à estúpida declaração racista de Dunga, multiplicado por convocações absolutamente sem justificativa (e com negociação desses jogadores no mercado europeu) formam uma equação nada palatável de destruição do símbolo que outrora foi a seleção brasileira. 

A seleção brasileira de 58 é um grande orgulho. A atual da CBF não. Assim, confira a grande final daquela Copa, com goleada nos anfitriões.