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segunda-feira, 2 de outubro de 2023

PAÇOCADA

 Está em curso a maior arregada da História do futebol brasileiro, quiçá mundial.

Sempre disse que esse Botafogo na liderança do campeonato era como uma elefante na copa de uma árvore. Ninguém sabe como chegou lá, só sabe que vai cair. E, não fosse a fase decisiva da Libertadores, já estaria sendo atropelado pelo Palmeiras e, talvez, pelo Fluminense (esse mais inconsistente que o Verdão).


O time alvi-negro é medíocre tecnicamente mas jogava em uma intensidade gigantesca. Assim abriu vantagem. Mas não há como manter aquela intensidade por 38 rodadas e, sem o técnico que a implantou, o caminho ficou mais difícil. 

Ainda sao 7 pontos de vantagem. Mas a tendência é essa diferença diminuir rapidamente. 

O galho quebrou, Só falta cair.

terça-feira, 14 de abril de 2020

Futebol brasileiro vai perder oportunidade histórica

Pandemia oferece ao futebol brasileiro a oportunidade de se organizar

A pandemia do COVID-19 provocou a parada de todas as atividades esportivas e o isolamento social em todo o mundo. Milhões de pessoas infectadas e dezenas de milhares mortas. No Brasil os números oficiais são muito menores que a realidade por causa da falta de testes e por conta das mentiras de Governos e não informação de hospitais.

No mundo inteiro, menos na Belarus, os campeonatos pararam e algumas Federações encerraram seus campeonatos como a da Bélgica, dando o título ao Club Brugge. A UEFA, canalha como sempre, ameaçou as Federações nacionais de suspensão de seus clubes da Champions e da Europa League.

No Brasil, a pandemia trouxe a oportunidade histórica de por mim aos nefastos estaduais e de adotar o calendário mundial com o campeonato brasileiro começando em agosto e terminando em maio do ano seguinte. Alguns dirão, de maneira repetitiva e mentirosa, que isso destruiria os clubes pequenos. Na verdade isso fortaleceria o futebol brasileiro como uma todo e é muito mais simples do que parece.

Vejam:

  • Séries A, B e C com 20 times, turno e returno e pontos corridos
  • Início em agosto e término em maio
  • Série D estadualizada com 16 clubes (que não estejam nas séries A, B e C), turno e returno pontos corridos
  • Campeões estaduais indo para playoffs que definirão os 4 que subirão para a série C
  • Segunda divisão dos atuais estaduais seriam a série E terceira divisão, série F e assim por diante no mesmo formato da Série D
  • Copa do Brasil maior começando com clubes de fora das 3 primeiras séries do brasileiro.
Não tem erro, o futebol brasileiro só teria a ganhar com essa mudança:

  • Diminuição do poder nefasto das federações estaduais
  • Sem jogos em datas FIFA
  • Sem perda de jogadores durante janela de transferência europeia de meio de ano.
  • Pelo menos 30 datas garantidas para os clubes pequenos (hoje têm 11 no Rio)
  • Menor desemprego de jogadores e comissões técnicas em maio
Mas o Brasil vai perder essa oportunidade porque é um país de desonestos, é um país onde ainda vale a  Lei do Gerson (propaganda de cigarro dos anos 70). A FERJ, por exemplo, está querendo retomar o falido campeonato carioca com portões fechados não se importando com a saúde de jogadores, comissões técnicas, árbitros, delegados, gandulas, jornalistas. Uma centena de pessoas se envolve com os jogos e a dona FERJ nem aí. 

Os clubes, por sua vez e por conveniência política aceitam essa proposta absurda e criminosa. o único a colocar um senão foi o Fluminense e mesmo assim para tirar o corpo fora no caso de infecção de alguma pessoa durante o jogo.

A CBF, que se elege mais com votos de federações do que de clubes (só clubes das Séries A e B votam e voto das federações têm peso 3, dos clubes da série A têm peso 2 e dos clubes da série B, peso 1. Ou seja, farsa. Mesmo que todos os clubes votem em 1 candidato, vai ganhar o que as Federações quiserem) e não permite que jogadores votem, mantém o poder canalha das Federações e coloca um político para tergiversar sobre o assunto e, dessa forma vão acabar estuprando o campeonato brasileiro para finalizar os falidões ou colocando em risco a vida de uma centena de pessoas por jogo para salvar o cãncer do futebol brasileiro, os estaduais.

E assim seguiremos sendo terceiro mundo no futebol.