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segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Alegria simultânea



Nesse último domingo de manhã aconteceu uma situação inusitada. Enquanto acontecia a final do Grand Prix de vôlei feminino praticamente ao mesmo tempo acontecia a final masculina do Mundial de vôlei de praia. Curiosamente o Brasil estava presente nas duas decisões. Foi dramático, mas o título veio na quadra e na areia.
A seleção feminina de vôlei cheia de "caras novas" conseguiu superar todas as adversidades durante a competição pra levar o 12º título batendo na decisão também uma renovada seleção italiana. O jogo não foi fácil, a vitória por 3 sets a 2 com parciais de 26/24, 17/25, 25/22, 22/25 e 15/8. Os grandes destaques do time foram Natália (eleita a melhor jogadora do Grand Prix), Tandara, além do competentíssimo técnico José Roberto Guimarães, que dispensa apresentações.
Já na areia, Evandro e André não chegaram como favoritos nesse Mundial (que é depois dos Jogos Olímpicos o campeonato mais importante no vôlei de praia e disputado de dois em dois anos). Das quatro duplas brasileiras que foram a Viena eles eram os menos "cotados" pra alcançar o pódio. Mas em quadra foi diferente. Uma campanha surpreendente, com uma derrota na fase de grupos, mas no mata-mata foram avançando até chegar na decisão. A final foi contra uma dupla da casa formada por Hopller/Horst e a vitória veio em duas parciais apertadas: 23/21 e 22/20. O grande diferencial desse jogo sem dúvida foi o saque do Evandro, que fez três aces seguidos quando o primeiro set parecia perdido, além é claro do bloqueio espetacular de André no ponto final do jogo. A hegemonia brasileira foi mantida, já que Alison e Bruno haviam conquistado os dois últimos títulos importantes: O título olímpico no Rio e o título mundial na Holanda há dois anos.
O país do vôlei alegrou a manhã de domingo simultaneamente!

Observação:
Ainda não entendi porque a FIVB marcou duas finais tão importantes praticamente no mesmo horário sendo que ela rege os dois campeonatos, mesmo que acontecessem em locais totalmente diferentes acredito que foi uma "bola fora" por parte deles.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Uma dura derrota e a hora da renovação

A derrota, e a consequente eliminação, para a China nas quartas-de-final dos Jogos Olímpicos foi, na verdade, uma fatalidade. Aquele dia em que nada deu certo a partir de um determinado momento. Esse momento foi o fim do primeiro set que nos deu a falsa impressão de um atropelamento. O placar de 25-15 parecia um indicativo de uma classificação fácil para pegar a Holanda. Mas não foi.

A partir do segundo set, a China melhorou muito e o Brasil piorou demais. O passe já não saía e, consequência natural, as jogadas eram facilmente marcadas pelo bloqueio/defesa chinês. Ainda assim, tivemos vantagem no final do segundo set e não conseguimos fechar. No final, vitória chinesa por 3x2.

Foto: Globoesporte.com
E agora? Como será o novo ciclo olímpico? O time que se despediu das Olimpíadas do Rio e não conseguiu o TRI campeonato é um time de imenso talento, uma lenda no esporte mundial mas é um time de veteranas. No atual ciclo, renovação mesmo foram Leia e Gabi. E deveria ter também a levantadora Roberta preterida de maneira inacreditável pela veteraníssima Fabíola. Sheilla tem 33 anos, Fê Garay tem 30, Fabiana, 31, Jaqueline, 32, Dani Lins, 31, Juciely, 35. Daqui a 4 anos como estarão fisicamente, como estarão em termos de disposição para mais um ciclo olímpico?

O esporte brasileiro tem uma terrível dificuldade de renovação e a razão é simples: todo e qualquer investimento é apenas no alto rendimento. Raros são os momentos em que a base é valorizada como se deve. O basquete feminino, após a saída de cena do trio Paula, Hortência e Janete entrou em queda livre e o poço parece não ter fundo. Os dirigentes das Confederações querem apenas tirar "uma casquinha" das conquistas mas escondem-se nos fracassos. Mais de 20 milhões em recursos públicos desapareceram em algumas Confederações e por aí vai.

A tarefa de José Roberto Guimarães é árdua mas tem que começar já. Nas próximas competições devemos ter Roberta e outras revelações adquirindo experiência na seleção com as remanescentes de uma campanha que era brilhante e que sucumbiu ao injusto mata-mata. 4 anos parecem muito mas passam num piscar de olhos quando se trata de um ciclo olímpico. As olimpíadas de Tóquio já batem à porta do planejamento.