quinta-feira, 24 de março de 2011

20 anos da antológica vitória de Senna em Interlagos

Amigos, ontem tivemos uma vitória histórica, típica do Fluminense. Certamente vários blogs tricolores já falaram sobre o orgasmo coletivo tricolor, no Engenhão. Portanto, nesse post eu não vou falar nada. De nada. Só ver o vídeo abaixo, comemorando 20 anos de uma vitória antológica, só com a sexta marcha por 7 voltas, as 7 voltas finais. Saudade.

P.S.: Os detratores de Senna sempre disseram que era impossível guiar 7 voltas só com a sexta marcha sem que perdesse posições, que era mentira. Reparem na câmera onboard que Ayrton não tira a mão do volante e, em 1991, o câmbio era manual (alavanca). Para Senna, assim como para o FLUMINENSE, Impossible is Nothing!

terça-feira, 22 de março de 2011

O jornalismo Fofoca. Pra que Diploma?

Ando aborrecido com o jornalismo esportivo porque vem se tornando um jornalismo de fofocas, disse me disse e X-9s. Veiculam notícias plantadas sem verificar os fatos e a opinião tem se misturado e, até, sido mais importante que a informação. O exemplo mais claro disso foi o programa de ontem, 21/03/2011, do jornalista Jorge Kajuru.


Na abertura de seu verborrágico programa, Kajuru anunciou que provaria que o técnico Muricy fora demitido 15 dias antes da data de saída do clube pelo presidente do Fluminense e que tinha uma entrevista com o presidente do Santos, Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, como prova.

Eis que, ao apresentar a tal gravação, não há sequer uma citação sobre a demissão do técnico Muricy Ramalho 15 dias antes. O que o Presidente do Santos diz é que contactou Peter Siemsen sobre Muricy e ouviu do Presidente do Fluminense que este faria mudanças no Departamento de Futebol e que ele, Peter, não sabia se Muricy aceitaria as mudanças e desejaria continuar no clube.

Após a exibição da gravação, Kajuru, bem ao seu estilo fanfarrão, desancou o Presidente do Fluminense reafirmando o que Luis Alvaro não afirmara em nenhum momento e repetiu a gravação. Sequer, por dever jornalístico, tentou ouvir o lado citado na gravação.

Efetivamente Kajuru mostrou o que tem virado regra no jornalismo esportivo brasileiro: a fofoca e a intriga. E, para isso, não precisa de Diploma. Até minha sogra faria melhor.

terça-feira, 15 de março de 2011

A saída de Muricy

O FLUMINENSE perdeu, após o Fla x Flu, o melhor técnico do Brasil. Muricy Ramalho se despediu do elenco no vestiário do Engenhão após o jogo e coube ao Presidente Peter Siemsen a comunicação a imprensa e a torcida.

O motivo alegado pelo treinador é a falta de estrutura das Laranjeiras. Mas, também, há reclamações sobre vazamento de informações para a imprensa.

Após a saída ser confirmada, parte da torcida tricolor se voltou contra o técnico. Uns o chamando de mercenário por estar, segundo estes, acertado com o Santos. Outros o acusando de covardia por não dar uma coletiva no domingo.

Afora a ânsia por explicações e satisfações da torcida tricolor, o fato que é que não há indícios de que Muricy tenha negociado com nenhum outro clube. Em suas entrevistas, nessa segunda-feira, o técnico reiterou a questão da estrutura e do vazamento de informações como causas de sua insatisfação e pedido de demissão. Se esses motivos seriam suficientes ou não e/ou não teriam outros motivos como ingerência do patrocinador no futebol do clube ninguém sabe, a não ser o próprio Muricy, Celso Barros e, talvez, Peter Siemsen.




Curiosamente, a torcida tricolor se voltou ainda mais contra o ex-técnico pelas críticas públicas, endossadas por Peter Siemsen e Carlos Alberto Parreira, e esqueceu que essas críticas são feitas desde o ano passado, têm razão de existir e é preciso que se arrume solução. A rigor, tricolores de diferentes pontos do país agem como marido traído, o que, de fato, não aconteceu.

Curioso, também, o retorno de Fred e Deco, dois ilustres hóspedes do departamento médico, ao time logo após a saída do técnico e do Vice Presidente de Futebol, Alcides Antunes.




A diretoria do Fluminense, que trabalha em silêncio para viabilizar os recursos para a construção do CT, deve redobrar os esforços para melhorar as condições de trabalho pois o clube é o pior de todos os grandes clubes do Brasil nesse quesito. Fato é que o Fluminense, quebrado financeiramente por gestões catastróficas, não terá facilidade no mercado para levantar esses recursos.

O que não foi feito em 108 anos é cobrado agora em menos de 3 meses de gestão do Presidente Peter Siemsen. Que ele tenha maturidade e habilidade para continuar o trabalho mesmo com a pressão que já vem das arquibancadas.