domingo, 6 de dezembro de 2009

Flamengo campeão, Fluminense salvo e bandidagem em Curitiba

A última rodada, como era esperado, foi recheada de emoções e drama. O Flamengo se sagrou campeão, o Fluminense se salvou do rebaixamento, assim como o Botafogo, e a torcida do Coritiba mostrou uma selvageria poucas vezes vista.

O título do Flamengo foi merecido. Sairam pessoas nefastas ao clube como Kleber Leite e Marcio Braga e o time se arrumou. Venceu seus adversários diretos e jogou com propriedade. Nem sempre jogou bem, na maioria das vezes fez o que bastava para vencer. E venceu. Título merecido e a festa tomou conta do Rio.

E a festa se estendeu com mais timidez peloa situação do campeonato as Laranjeiras e a General Severiano. Fluminense e Botafogo escaparam do rebaixamento. O Fluminense merece um capítulo a parte pois venceu 6 dos últimos jogos e empatou o jogo decisivo. Saiu de 97% de possibilidades de ser rebaixado para escapar do descenso. Uma comunhão entre time e torcida nunca dantes vista. A torcida do Fluminense se arvorou em dizer que é a melhor do mundo e realmente é. É a torcida que, efetivamente, faz a diferença.

Na partida final contra o Coritiba o Fluminense não jogou bem mas garantiu um empate salvador. A partida foi emocionante mas após o apito final do árbitro (péssimo por sinal) a selvageria tomou conta do Couto Pereira. Há de se dar um basta nas torcidas organizadas pois são organizações criminosas como seu viu no Paraná. Depredaram o patrimônio do clube e mostraram, como sempre as torcidas organizadas mostram, não estão nem aí para o clube ou para o futebol.

Basta de Torcidas Organizadas

GOLAÇO DA RODADA - Golaços: Flamengo, Fluminense e Botafogo
FRANGO DA RODADA - Palmeiras que não só não ganhou o título como perdeu a Libertadores.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

28 passageiros

Hoje abro espaço parao texto do Alexandre Bittencourt, passageiro do ônibus tricolor no corredor tricolor, na última quarta-feira..

Fala, Xará:



28 passageiros




Rafael, Mariano, Gum, Dalton, Ruy, Diguinho, Conca, Alan, Diogo, Fred, Raphael Augusto, João Paulo, Ricardo Berna, Maurício, Adeílson, Cássio, Carlos Eduardo, Marquinho, Cuca, Ricardo Tenório, Celso Barros, Celsinho Barros, Alcides Antunes, Rodrigo Henriques, Julio Bransford, Márcio Peixe, Silvio Bastos e eu. Vinte e oito testemunhas de um dos capítulos antológicos da história do futebol. Nós estávamos dentro daquele ônibus da viação Útil que levou a delegação tricolor do Hotel Intercontinental, em São Conrado, até o Maracanã para a disputa da final da Copa Sul-Americana. Vinte e oito pessoas que passarão aos filhos e netos o que aconteceu naquela noite quente de 2 de dezembro de 2009.



Vinte e oito privilegiados que viram nascer do rosto apaixonado de cada um que se aproximava do ônibus o novo perfil da torcida tricolor. Mais visceral e mais companheira do time. Ficamos incrédulos ao ver a massa batendo na lataria do veículo, entoando cânticos e, literalmente, carregando os jogadores no colo, como acontecera no Aeroporto Internacional Tom Jobim, quando da chegada da delegação de Quito, uma semana antes.



O zagueiro Cássio sacou o celular e começou a filmar a catarse tricolor de dentro do ônibus. Imediatamente, Rafael, Gum, Ruy e Fred foram para as janelas e começaram a bater no vidro temperado e "filmado", acompanhando as batidas que vinham de fora. Como se fosse uma resposta ao delírio que se instalou em frente à Estátua do Bellini. Logo, todos os jogadores estavam entoando as músicas, enquanto a emoção tomava conta de todos os passageiros. "Nunca vi uma manifestação como esta", extasiava-se o técnico Cuca com um brilho especial no azul dos seus olhos.



Naquele momento, agradeci a Deus por poder estar "dentro do ônibus" e vivenciar aquele turbilhão de emoções que ficará guardado pra sempre na história do Fluminense. Se o time tivesse conseguido os gols necessários contra a LDU para sair de campo com o título, ainda sim, não seria mais emocionante do que o corredor feito pela torcida tricolor nos arredores do Maracanã. Se os torcedores hoje têm orgulho dos guerreiros em campo, podem ter certeza de que nós temos ainda mais orgulho de vocês.



Quando chegamos ao Maracanã, outra grande surpresa. O auxiliar-técnico Eudes Pedro imprimiu 300 das mais de seis mil mensagens enviadas pelos torcedores através do site oficial do clube. Estas foram coladas nas paredes da sala de aquecimento do estádio para que os jogadores pudessem ler antes de entrar no vestiário. Depois das cusparadas em Piúra, da chuva de moedas e copos de urina em Santiago, das pedradas em Assunção e da arapuca armada em Quito, os jogadores ganharam, enfim, seu bálsamo.



Alexandre Bittencourt

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

O orgulho de ser tricolor



O Fluminense não levou o título. Ficou a 1 gol de levar a decisão da Sulamericana para a prorrogação. Mas nada disso diminuiu o orgulho da torcida pelo clube. Os jogadores, a despeito de qualidade técnica, foram guerreiros e mais uma vez se superaram. Venceram por 3x0.

E não levaram o título porque ainda se joga na criminosa altitude de 2850m de Quito, como se joga a 3600 de La Paz e 4000 de Potosi. A dona FIFA, sedenta por dinheiro, dá de ombros para a saúde dos jogadores, apesar de todos os apelos da comunidade esportiva Lá, no alto do morro, a LDU prevalece e faz os resultados. Foi assim em todos os confrontos da Sulamericana contra times "do nível do mar".

Ora, o esporte deve ser praticado em igualdade de condições para que vença o melhor. Jogar a 2850m tira a igualdade do confronto pois a equipe do nível do mar não consegue respirar adequadamente . Já o jogo no nível do mar é igual pois quem joga no ar rarefeito joga também no nível do mar. E o time da LDU mostrou que é um time só de altitude. Veio ao Rio para não jogar e para não deixar jogar. Com a ajuda do árbitro Carlos Amarilla conseguiu frustrar o sonho tricolor

Frustou o sonho mas não o orgulho. Domingo, a epopéia tricolor chegará ao fim, em Curitiba. Não há, guerreiros, tempo para lamentar o título perdido para a desigualdade, para a altitude. Descansem o máximo que puderem. Recarreguem as baterias para o duelo contra o Coritiba e partam, determinados, rumo a vitória.

E a orgulhosa torcida tricolor os levará em seu coração.

GOLAÇO DO DIA - A festa da torcida tricolor. 70 mil pessoas depois de uma goleada de 5x1
FRANGO DO DIA - O Soprador de apito Carlos Amarilla que inverteu e inventou 2112 faltas em favor da LDU